Já se vão os tempos em que a comunicação das empresas assentava-se apenas em estímulos visuais e auditivos. Uma série de estudos, como os desenvolvidos pela equipe de Martin Lindstrom e publicados no livro Buyology , estão a dar legitimidade aos outros sentidos como olfato para atrair clientes.
Da a indústria automobilística à hotelaria, o marketing olfativo ganha rapidamente adeptos – do hotel Mirage MGM, em Las Vegas, à Peugeot-Citroen, na França. Segundo a ScentAir, empresa especializada na produção de identidades olfativas para empresas, o capital que girava neste sector estava na casa dos US$ 80 milhões em 2006 deverá ultrapassar os US$ 500 milhões até o ano que vem, nos Estados Unidos. O caso se repete na Europa. “Há uma mudança de tendência importante no processo de escolha do consumidor”, diz Roberto del Blanco, professor de marketing do Instituto de Empresa (IE), na Espanha.
Mas os estudos sobre as potencialidades do olfato não são recentes, desde o fim dos anos 90 os aromas vem sendo estudados como potências instrumentos de marketing. Um estudo da Universidade Rockefeller, em Nova York, descobriu que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente. Já essa percentagem cai para 5%, quando se trata de nossa memória visual, e para 2%, no que diz respeito à memória auditiva.
Depois de comprovadas as suspeitas, ficou apenas um questão: o aroma faz vender mais? Então mais um grupo de estudiosos entrou em campo para encontrar a resposta. O doutor Alan Hirsch aromatizou uma área de caça-níqueis do hotel Hilton de Las Vegas. Depois de checar a facturação anterior e posterior à aromatização, concluiu que a área aromatizada teve um crescimento de público de 45% em relação às áreas que não haviam sido aromatizadas.
No centro de pesquisa da PSA Peugeot-Citroen, designers olfativos, projectistas e profissionais de marketing tentam descobrir novas maneiras de tornar os carros mais atractivos aos clientes. “O objectivo é tornar os factores sensoriais tão importantes quanto os ergonómicos”, afirma Patrícia Jonville, directora do centro. Na rival Renault, a unidade de marketing sensorial está empenhada na criação de um verdadeiro “campo de odores” a serviço do marketing de veículos. Uma bateria de 45 compostos químicos está a ser utilizada para a criação de novos padrões do “cheirinho de carro novo”. Hoje já há seis variantes do tradicional (mas sempre agradável) aroma do automóvel zero-quilómetros, como o “marítimo” e um aroma que remete às florestas de carvalho existentes no coração da Europa.
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O objetivo é mostrar que os papéis são muito mais brilhantes, tanto que chegam a ser confundidos com a própria luz. Além disso, a marca recebeu cerca de 150 pedidos de informação, originando 102 encomendas do produto.
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