Perdido na Comunicação

Como tudo. Como Todos.

Os novos mapas do SAPO

Publicado por Wendell Fernandes Em Agosto - 10 - 2009

É sabido que há dias o SAPO lançou uma nova versão do SAPO Mapas. Está a milhas da versão anterior, se bem que concordo com o Carlos Martins, a velocidade a que as coisas se mexem no browser não é (ainda?) muito agradável.

Algumas das (muitas) novidades introduzidas são agora haverem “diversos conteúdos georreferenciados que podem ser vistos no Sapo Mapas, como, por exemplo, as notícias do Sapo Local, posts de blogues do Sapo e vídeos e fotos“.
Um não referido, e cuja ideia tem mais de um ano, é o facto de no caso específico do SAPO, aparecerem assinalados no mapa, pontos geo-referênciados de artigos do SAPO Saber (com base na Wikipedia em língua portuguesa).

Estes pontos, contêm uma pequena sinopse do artigo e, em alguns casos, uma imagem. No fundo, à semelhança do que é já feito pelo Google, só que no caso deles, usando a Wikipedia em versão inglesa.

Tal como a nova plataforma pode ser acedida através de uma nova API em português e inglês, esta (e outra) informação referente aos artigos pode ser extraída directamente através da API do SAPO Saber. Para o exemplo acima, da Casa da Música, basta invocar este URL e extrair o abstract e o badge do XML. De notar que isto é um best effort já que a info dos artigos não é estruturada.

Via blog.karlus.net

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A Persuasão não é uma Arte

Publicado por Wendell Fernandes Em Agosto - 7 - 2009

Existem pessoas que parecem ter o dom de convencer outros sem muito esforço. São capazes de pedir favores de maneira inegável, efectuar vendas ou mesmo, angariar fundos com alguma facilidade. Para os restantes, os persuadidos, esta capacidade é quase “mágica”, como se fizesse parte de alguns tipos personalidade e fosse inatingível para outras.

Por isso, é natural que muito se fale em Arte da Persuasão, porque como toda arte não é coisa que se desenvolva e aprenda, arte dificilmente se aprende.

Não se constroem pintores talentosos em liceus e escolas superiores de arte, ou se tem arte, ou não se tem. Entretanto esse pensamento aplicado a persuasão está errado, persuasão não é arte, ela antes de mais uma ciência, ou melhor, um ramo de uma ciência que se chama psicologia!

Os poderes da influência e da persuasão já são estudados desde a Antiga Grécia, tendo a Retórica como referência máxima, e continuam ainda hoje a fascinar os investigadores na área das ciências sociais particularmente na área da psicologia social.

O estudo dos mecanismos que levam as pessoas a estarem em melhores condições para persuadir ou ser persuadido é a preocupação primeira de alguns investigadores, cujo trabalho derruba por terra a visão da persuasão como arte, colocando-a num patamar de ciência passível de ser aprendida por qualquer pessoa dedicada.

Entre os grandes psicólogos sociais, destaca-se um nome, Robert B. Cialdini, professor regente da Arizona State University, e também presidente da empresa Influence at Work, tem sido o dos maiores envolvidos nas pesquisas sobre as dinâmicas da dinâmicas da persuasão e da influência social.

Este autor é sobretudo reconhecido pela sua definição dos 6 princípios base que estão por detrás de qualquer tentativa de persuasão, uma teoria que tem servido de pilar no qual o estudo deste tema se tem suportado nos últimos anos.

De acordo com Cialdini os 6 princípios da persuasão são:

  • Reciprocidade – este princípio define que as pessoas estão mais dispostas a anuir com algum pedido quando algo lhes foi “dado” em primeiro lugar;
  • Consistência – as pessoas sentem-se mais dispostas a actuar de uma certa forma se encararem isso como sendo consistente com o seu comportamento prévio;
  • Autoridade – de acordo com este princípio, a autoridade ou perícia percebida do comunicador é um factor importante para que as pessoas se sintam dispostas a concordar ou fazer algo;
  • Validação Social – quanto mais “popular” for percebido ser um comportamento, maior será a tendência para que alguém se comporte dessa forma;
  • Escassez – a atractividade de um dado objecto/serviço/situação é inversamente proporcional à sua disponibilidade;
  • Atracção – as pessoas estão mais dispostas a ajudar ou concordar com aqueles de quem gostam, têm uma relação de amizade, por quem se sentem atraídos ou consideram ser similares a si.

Interessados em saber mais da fonte original? Então aconselho que visitem o site da Wook, onde tem à venda, sobre o titulo Influência: a Psicologia da Persuasão, um dos livros do Dr. Robert B. Cialdini.


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Juventude e a Newmedia

Publicado por Wendell Fernandes Em Agosto - 7 - 2009

O estudo desenvolvido por  Matthew Robson, jovem inglês de apenas 15 anos, causou imensa polémica no Reino Unido. O trabalho realizado para o banco de investimento Morgan Stanley, conquistou espaço em jornais de peso do mundo todo e um espaço na capa do Financial Times, um dos mais respeitados jornais sobre negócios e economia. Segundo Edward Hill-Wood, director executivo de meios do banco na Europa, o estudo de Robson foi um dos mais claros e interessantes já realizados.

Além da idade do autor, outro ponto fez o estudo se destacar. Diversos fundos estavam estudando possibilidades de adquirir ou intensificar investimentos em redes sociais como o Twitter e o Facebook e, na pesquisa, foi detectado que, apesar dos adolescentes estarem usando cada vez mais as social media, eles não pagariam por isso. Portanto, segundo uma matéria sobre o estudo publicada no The Guardian, do ponto de vista financeiro, esses serviços seriam praticamente inviáveis.

Ainda sobre o Twitter, ele detectou que grande parte dos adolescentes aderiram ao serviço, mas logo saíram. Primeiro, postar via celular tem custo, e eles preferem usar seus créditos para enviar mensagens de SMS aos amigos. Além disso, perceberam que seus perfis eram muito pouco vistos, o que os encorajou a desistir.

Apesar de um pouco superficial, o estudo tem pontos muito interessantes sobre as mais diversos meios. Lembrando que, apesar de ligada à realidade britânica, podemos tirar alguns pontos conclusivos em relação ao comportamento de muitos países.

Siga o link para ler o relatório integral.

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Marketing Para Todos os Cheiros

Publicado por Wendell Fernandes Em Maio - 23 - 2009

Já se vão os tempos em que a comunicação das empresas assentava-se apenas em estímulos visuais e auditivos. Uma série de estudos, como os desenvolvidos pela equipe de Martin Lindstrom e publicados no livro Buyology , estão a dar legitimidade aos outros sentidos como olfato para atrair clientes.

Da a indústria automobilística à hotelaria, o marketing olfativo ganha rapidamente adeptos – do hotel Mirage MGM, em Las Vegas, à Peugeot-Citroen, na França. Segundo a ScentAir, empresa especializada na produção de identidades olfativas para empresas, o capital que girava neste sector estava na casa dos US$ 80 milhões em 2006 deverá ultrapassar os US$ 500 milhões até o ano que vem, nos Estados Unidos. O caso se repete na Europa. “Há uma mudança de tendência importante no processo de escolha do consumidor”, diz Roberto del Blanco, professor de marketing do Instituto de Empresa (IE), na Espanha.

Mas os estudos sobre as potencialidades do olfato não são recentes, desde o fim dos anos 90 os aromas vem sendo estudados como potências instrumentos de marketing. Um estudo da Universidade Rockefeller, em Nova York, descobriu que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente. Já essa percentagem cai para 5%, quando se trata de nossa memória visual, e para 2%, no que diz respeito à memória auditiva.

Depois de comprovadas as suspeitas, ficou apenas um questão: o aroma faz vender mais? Então mais um grupo de estudiosos entrou em campo para encontrar a resposta. O doutor Alan Hirsch aromatizou uma área de caça-níqueis do hotel Hilton de Las Vegas. Depois de checar a facturação anterior e posterior à aromatização, concluiu que a área aromatizada teve um crescimento de público de 45% em relação às áreas que não haviam sido aromatizadas.

No centro de pesquisa da PSA Peugeot-Citroen, designers olfativos, projectistas e profissionais de marketing tentam descobrir novas maneiras de tornar os carros mais atractivos aos clientes. “O objectivo é tornar os factores sensoriais tão importantes quanto os ergonómicos”, afirma Patrícia Jonville, directora do centro. Na rival Renault, a unidade de marketing sensorial está empenhada na criação de um verdadeiro “campo de odores” a serviço do marketing de veículos. Uma bateria de 45 compostos químicos está a ser utilizada para a criação de novos padrões do “cheirinho de carro novo”. Hoje já há seis variantes do tradicional (mas sempre agradável) aroma do automóvel zero-quilómetros, como o “marítimo” e um aroma que remete às florestas de carvalho existentes no coração da Europa.


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Buyology por Martin Lindstrom

Publicado por Wendell Fernandes Em Maio - 21 - 2009

Eu realmente sou um sujeito apaixonado por títulos, boa parte das músicas que ouço hoje, comecei as ouvir por virtude do seu nome, a mesma coisa aconcente com livros. Há realmente títulos fantásticos, como por exemplo Capitalismo Karaoke de Jonas Ridderstrale e Kjell A. Nordstrom.

Mas por hora vou falar de outro livro de título igualmente fantástico, porém não muito engraçado se fossemos transpor para a língua portuguesa, falo sobre o controverso livro de Martin Lindstrom, Buyology: Truth and Lies About What We Buy, que foi compilado após de 3 anos de pesquisa, debaixo de US$ 7 milhões de investimento em pesquisas de Neuromarketing conduzidas por ele próprio.

Os recursos foram os mais diversos, desde de ressonância magnética e eletro-encefalogramas em mais de 2 mil pessoas de cinco países diferentes no esforço para entender melhor o comportamento de consumo.

A pesquisa de Lindstrom teve como diferencial a análise da eficácia das mensagens de alerta de saúde, efeitos de acções de product placement, mensagens subliminares entre outros, com isso foi possível confirmar que os consumidores não são somente movidos por motivações conscientes, pois as inconscientes também afectam brutalmente nosso poder de decisão.

A maioria das decisões que tomamos todos os dias ocorrem basicamente numa parte do cérebro onde não estamos sequer cientes delas”, afirma. “Eu realmente quis encontrar o que faz uma marca ter apelo para nós. Não pode perguntar isso para a mente consciente ou depender de uma resposta verbal.

Mas pode depender do cérebro, diz ele, lembrando o por que do chamado neuromarketing, que é o estudo de como o cérebro responde ao marketing, ter vindo para ficar.

Wook.pt | Preço: 15,30€

Mas uma das descobertas mais intrigantes envolveu os maços de tabaco com mensagens fortes. Quando os investigadores fizeram perguntas directas sobre o efeito da mensagens, a maioria dos entrevistados disse que as mensagens funcionavam, essa era uma resposta consciente segundo Lindstrom.

Porém quando o subconsciente foi posto à prova, falhou. Os pesquisadores repetiram a esta pergunta ao mesmo tempo que imagens eram exibidas num rítimo imperceptível pelo consciente, a ressonância magnética detectou manchas de desejo no cérebro, indicando que os avisos fazer os fumadores fumar mais, e não menos, como se supõe.

Os estudos presentes neste livro, também dizem que o logotipo de uma marca não é tão importante como muitos julgam ser. Sentidos como o auditivo e o olfacto, ainda pouco explorados, mostraram ser muito mais poderosos que a visão.

Já para o product placement, foi percebido que nem sempre é eficaz. Quando os investigadores de Lindstrom analisaram seu uso no American Idol descobriram que a Coca-Cola foi mais efectiva no momento de cativar os consumidores que a Ford, mesmo sabendo-se que ambas pagaram valores próximos a US$ 26 milhões nas suas campanhas. A razão: a marca Coca-Cola e as suas cores foram vistas continuamente, enquanto a Ford, que patrocinou videos no programa, era menos visível e integrada à acção.


Publicado com Blogo


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