Eu realmente sou um sujeito apaixonado por títulos, boa parte das músicas que ouço hoje, comecei as ouvir por virtude do seu nome, a mesma coisa aconcente com livros. Há realmente títulos fantásticos, como por exemplo Capitalismo Karaoke de Jonas Ridderstrale e Kjell A. Nordstrom.
Mas por hora vou falar de outro livro de título igualmente fantástico, porém não muito engraçado se fossemos transpor para a língua portuguesa, falo sobre o controverso livro de Martin Lindstrom, Buyology: Truth and Lies About What We Buy, que foi compilado após de 3 anos de pesquisa, debaixo de US$ 7 milhões de investimento em pesquisas de Neuromarketing conduzidas por ele próprio.
Os recursos foram os mais diversos, desde de ressonância magnética e eletro-encefalogramas em mais de 2 mil pessoas de cinco países diferentes no esforço para entender melhor o comportamento de consumo.
A pesquisa de Lindstrom teve como diferencial a análise da eficácia das mensagens de alerta de saúde, efeitos de acções de product placement, mensagens subliminares entre outros, com isso foi possível confirmar que os consumidores não são somente movidos por motivações conscientes, pois as inconscientes também afectam brutalmente nosso poder de decisão.
A maioria das decisões que tomamos todos os dias ocorrem basicamente numa parte do cérebro onde não estamos sequer cientes delas”, afirma. “Eu realmente quis encontrar o que faz uma marca ter apelo para nós. Não pode perguntar isso para a mente consciente ou depender de uma resposta verbal.
Mas pode depender do cérebro, diz ele, lembrando o por que do chamado neuromarketing, que é o estudo de como o cérebro responde ao marketing, ter vindo para ficar.

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Mas uma das descobertas mais intrigantes envolveu os maços de tabaco com mensagens fortes. Quando os investigadores fizeram perguntas directas sobre o efeito da mensagens, a maioria dos entrevistados disse que as mensagens funcionavam, essa era uma resposta consciente segundo Lindstrom.
Porém quando o subconsciente foi posto à prova, falhou. Os pesquisadores repetiram a esta pergunta ao mesmo tempo que imagens eram exibidas num rítimo imperceptível pelo consciente, a ressonância magnética detectou manchas de desejo no cérebro, indicando que os avisos fazer os fumadores fumar mais, e não menos, como se supõe.
Os estudos presentes neste livro, também dizem que o logotipo de uma marca não é tão importante como muitos julgam ser. Sentidos como o auditivo e o olfacto, ainda pouco explorados, mostraram ser muito mais poderosos que a visão.
Já para o product placement, foi percebido que nem sempre é eficaz. Quando os investigadores de Lindstrom analisaram seu uso no American Idol descobriram que a Coca-Cola foi mais efectiva no momento de cativar os consumidores que a Ford, mesmo sabendo-se que ambas pagaram valores próximos a US$ 26 milhões nas suas campanhas. A razão: a marca Coca-Cola e as suas cores foram vistas continuamente, enquanto a Ford, que patrocinou videos no programa, era menos visível e integrada à acção.
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Publicado com Blogo
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