Perdido na Comunicação

Como tudo. Como Todos.

Milionário Acidental por Lee Butcher

Publicado por paulo Em Agosto - 9 - 2009

Este livro é sobre a vida profissional de Steve Jobs. A abordagem do autor está intimamente ligada a actividade empresarial do Jobs, embora descreva resumidamente sua infância.

Jobs ganhou fama de milionário acidental, quando foi obrigado a deixar a Apple Computer Inc. Embora tenha sido o co-fundador e sócio maioritário da empresa, muitos pensavam que ele tinha chegado ao topo por acidente. O livro aborda pormenorizadamente a ascensão explosiva da empresa, com Steve Jobs como foco principal.

A Apple começou com um sonho de dois rapazes que moravam próximo ao Sillicon Valley ou Vale do Silício. Um deles Steve Jobs, que não entendia nada de engenharia informática e o outro Steve Wozniak que era um exímio estudante de engenharia e grande curioso por algo recente, o computador.

Nesta altura, os computadores que existiam eram mainframes gigantes. Os dois Steve, foram os responsáveis pela criação do computador pessoal, coisa em que muitos não acreditavam na sua utilidade.

Com esse revolucionário produto, conseguiram chamar a atenção de grandes empresas da área informática que até então estavam limitadas aos mainframes.

O sucesso foi gigantesco e ainda na garagem conseguiram um investimento de 250 mil dólares por parte de um empresário chamado Mike Markkula.

A Apple mudou-se para um grande edifício em Cupertino e passou a fazer o Apple II em série. Este foi o computador pessoal de mais sucesso até o fim dos anos 80, nos Estados Unidos e Europa.

O forte temperamento de Jobs fez com que a direccção da empresa o afastasse das actividades em 1986, quando este vendeu todas as suas acções e criou a NeXT computer.

Infelizmente o livro foi escrito em 1993, quando Steve Jobs estava fora da Apple e tinha criado recentemente a NeXT Computer. Portanto, o livro não aborda sua volta a Apple com produtos que até hoje são comercializados como o iMac e o iPod.


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A Persuasão não é uma Arte

Publicado por Wendell Fernandes Em Agosto - 7 - 2009

Existem pessoas que parecem ter o dom de convencer outros sem muito esforço. São capazes de pedir favores de maneira inegável, efectuar vendas ou mesmo, angariar fundos com alguma facilidade. Para os restantes, os persuadidos, esta capacidade é quase “mágica”, como se fizesse parte de alguns tipos personalidade e fosse inatingível para outras.

Por isso, é natural que muito se fale em Arte da Persuasão, porque como toda arte não é coisa que se desenvolva e aprenda, arte dificilmente se aprende.

Não se constroem pintores talentosos em liceus e escolas superiores de arte, ou se tem arte, ou não se tem. Entretanto esse pensamento aplicado a persuasão está errado, persuasão não é arte, ela antes de mais uma ciência, ou melhor, um ramo de uma ciência que se chama psicologia!

Os poderes da influência e da persuasão já são estudados desde a Antiga Grécia, tendo a Retórica como referência máxima, e continuam ainda hoje a fascinar os investigadores na área das ciências sociais particularmente na área da psicologia social.

O estudo dos mecanismos que levam as pessoas a estarem em melhores condições para persuadir ou ser persuadido é a preocupação primeira de alguns investigadores, cujo trabalho derruba por terra a visão da persuasão como arte, colocando-a num patamar de ciência passível de ser aprendida por qualquer pessoa dedicada.

Entre os grandes psicólogos sociais, destaca-se um nome, Robert B. Cialdini, professor regente da Arizona State University, e também presidente da empresa Influence at Work, tem sido o dos maiores envolvidos nas pesquisas sobre as dinâmicas da dinâmicas da persuasão e da influência social.

Este autor é sobretudo reconhecido pela sua definição dos 6 princípios base que estão por detrás de qualquer tentativa de persuasão, uma teoria que tem servido de pilar no qual o estudo deste tema se tem suportado nos últimos anos.

De acordo com Cialdini os 6 princípios da persuasão são:

  • Reciprocidade – este princípio define que as pessoas estão mais dispostas a anuir com algum pedido quando algo lhes foi “dado” em primeiro lugar;
  • Consistência – as pessoas sentem-se mais dispostas a actuar de uma certa forma se encararem isso como sendo consistente com o seu comportamento prévio;
  • Autoridade – de acordo com este princípio, a autoridade ou perícia percebida do comunicador é um factor importante para que as pessoas se sintam dispostas a concordar ou fazer algo;
  • Validação Social – quanto mais “popular” for percebido ser um comportamento, maior será a tendência para que alguém se comporte dessa forma;
  • Escassez – a atractividade de um dado objecto/serviço/situação é inversamente proporcional à sua disponibilidade;
  • Atracção – as pessoas estão mais dispostas a ajudar ou concordar com aqueles de quem gostam, têm uma relação de amizade, por quem se sentem atraídos ou consideram ser similares a si.

Interessados em saber mais da fonte original? Então aconselho que visitem o site da Wook, onde tem à venda, sobre o titulo Influência: a Psicologia da Persuasão, um dos livros do Dr. Robert B. Cialdini.


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O pensamento lateral de Edward de Bono

Publicado por Wendell Fernandes Em Agosto - 6 - 2009

A forma mais simples de descrever o pensamento lateral assenta no seguinte: não se consegue escavar um buraco num local diferente, escavando mais fundo o mesmo buraco. Este deve ser o ponto de vista a partir do qual se deve procurar novas aproximações e novas formas de se abordar as coisas.

Com o “pensamento vertical” assume-se uma determinada posição e partir daí procura-se construir raciocínios. O próximo passo está dependente do local onde nos encontramos, no momento.

Com o “pensamento lateral” movimentamo-nos para os lados por forma a conseguir-mos diferentes percepções, conceitos e pontos de vista. De alguma forma a mudança de percepções e de conceitos é o principal motor da criatividade necessária para desenvolver novas ideias.

Abaixo, a descrição de 2 técnicas que poderão ser usadas para potenciar as capacidades do “pensamento lateral”: A pausa criativa e o desafio.

A PAUSA CRIATIVA

Trata-se de uma curtíssima pausa, feita na mente do pensador, por forma a considerar se existem alternativas ou outra forma de se fazerem as coisas. Tem de haver uma vontade expressa em prestar o máximo de atenção à criatividade em qualquer momento do acto criativo. Durante a fluidez do processo de pensamento ou de discussão, muitos dos detalhes são dados como garantidos. A pausa criativa permite ao pensador fazer uma pausa um pouco mais longa para olhar para um determinado detalhe.

Normalmente só pensamos sobre os problemas e as dificuldades que forçam a nossa atenção. No entanto, bons resultados criativos podem surgir a partir de detalhes ignorados pelas restantes pessoas envolvidas no processo. O principal objectivo não é a tentativa de gerar novas ideias, mas a vontade de descobrir um novo ponto de partida com capacidades de gerar um novo motor de criatividade.

DESAFIO

O “desafio criativo” é um dos processos fundamentais do “pensamento lateral”. O “desafio criativo” não é um ataque, uma crítica ou uma tentativa de mostrar porque é que determinada coisa é desapropriada. É uma desafio para a exclusividade: “É esta a única possibilidade?”

O “desafio criativo” parte do pressuposto de que algo é feito de uma determinada forma, por razões que já existiam e que ainda existem ou já não existem de todo. Em qualquer caso, deve haver uma forma melhor de se fazerem as coisas.

O “desafio criativo” pode ser direccionado para o problema em questão, mas também poderá ser direccionado para a forma tradicional de se pensar o mesmo problema. O desafio pode inclusivé ser dirigido para os pensamentos que se estão a gerar numa determinada hora h: “Porque é que devemos de olhar para uma determinada coisa desta forma?”.

O desafio poderá ser direccionado para factores que moldam o nosso pensamento: conceitos que vigoram, assumpções, limites, factores essenciais, factores a evitar e/ou polarizações. Através do desafio podemos ter uma visão directa sobre estes factores por forma a avaliar se eles são mesmo necessários.

(Fonte:Edward De Bono in Serious Creativity: Using the Power of Lateral Thinking to Create New Ideas)

via Boost!: O pensamento lateral de Edward de Bono.

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Criatividade: O Pensamento Lateral de Bono

Publicado por Wendell Fernandes Em Abril - 5 - 2009

O mestre do “pensamento lateral”, Professor Edward de Bono, que também é uma autoridade do pensamento criativo, sempre diz que o ponto de partida para soluções inovadoras é começar por bloquear o raciocínio que estamos treinados a ter.

Existem vários métodos “entusiasmantes” que não vou chegar a referir aqui, uma vez que os mesmos podem ser facilmente “investigados” no bom e velho Google. Resumindo, diria que o que se pretende com o pensamento lateral é estimular novas posturas interrogativas, variantes a partir das quais, chegaremos a soluções que nunca seriam o ponto final se fossem seguidos os algoritmos de uma decisão “mais conservadora”. Read the rest of this entry »

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Existe uma Língua para o Pensamento?

Publicado por Wendell Fernandes Em Março - 27 - 2009

Antes de ler o texto, responda a si mesmo a pergunta-título. Será que você, falante nativo do português, pensa em português? Será que o falante nativo do russo pensa em russo? Ou será que existe uma outra maneira para a ocorrência do pensamento e ele é “traduzido” por nós quando falamos?

Descartes diz que o que nos diferencia dos animais é a linguagem e a partir dela ele chegou a conclusão de que nós possuímos um espírito, uma contra parte interior que nos tira da categoria de autómatos. Em outras palavras, é através da linguagem que transmitimos nossos pensamentos, é essa contra parte interior que nos faz diferentes das máquinas que por comandos tem acções e reacções relativamente previsíveis ou “calculáveis”. Chomsky , próximo da ideia de Descartes vai dizer que uma das principais funções da linguagem é a expressão do pensamento. Em nenhum momento, porém, os autores dizem que linguagem e pensamento são a mesma coisa. Se não me engano, Piaget e Vigotsky dizem algo sobre a natureza do pensamento e da linguagem e que ambos provém de “lugares” diferentes.

Bem, eis a proposta do texto: linguagem e pensamento não são a mesma coisa. Nós certamente não pensamos em nossa língua nativa. Pense na seguinte situação: Você acorda e percebe que está com fome/ Pensa em tomar café com leite e pães de queijo, mas lembra que você comeu todos eles na noite anterior/ Você teria de sair de casa para comprar mais/ Então, você decide não ir até o supermercado/ Escolhe comer outra coisa ou apenas tomar o café. Toda essa seqüência de decisões demoraria um bocado se fosse articulada sentença por sentença em sua língua nativa. Nós geralmente pensaríamos essas coisas sem articular frases em português.

Segundo Pinker, em seu ótimo livro O Instinto da Linguagem, acreditar que nós pensamos na nossa língua é um absurdo convencional. E dá um óptimo exemplo: “Todos tivemos a experiência de enunciar ou escrever uma frase, parar e perceber que não era exactamente o que queríamos dizer. Para que haja esse sentimento, é preciso haver um ‘o que queríamos dizer’ diferente do que dissemos”. Quantas vezes não pensamos com frequência sobre um determinado assunto, mas na hora de falar sobre ele não conseguimos articular as palavras? Ou seja, não conseguimos traduzir do mentalês (definição de Pinker) para o português.

Existe a hipótese de que a linguagem e o pensamento estejam ligados e esta ideia está ligada a Sapir e a Whorf. Eles afirmam que é uma determinada língua que direcciona o nosso pensamento. Por exemplo, falantes da língua Wintu têm que colocar um ou outro sufixo em seus verbos para marcar 1) se o conhecimento que estão transmitindo foi aprendido por observação direta ou 2) se foi aprendido por “ouvir dizer”. Mas isso não significa muito, pois será que os falantes do inglês, português ou espanhol não sabem se aprenderam algo por observação directa ou por terceiros? Claro que sabem. A língua, sendo Wintu ou não, não altera o nosso modo de pensar/ver a realidade.

Pinker trás alguns exemplos de pensamento sem linguagem: bebés, seria um deles, não podem pensar com palavras. Macacos muito menos, pois não tem capacidade para aprendê-las. Portanto, a língua do pensamento seria essa espécie de mentalês – que nos faz diferentes dos animais e das máquinas, que nos faz não-autómatos. E se é verdade que não existe tradução perfeita, faz sentido que existam alguns de nossos pensamentos que são melhores quando guardados connosco, quando não afirmados ou expressados. Mas aí, a discussão sai do campo da linguística e da proposta deste texto.

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