Perdido na Comunicação

Como tudo. Como Todos.

A Publicidade e a Propaganda

Publicado por Wendell Fernandes Em Junho - 29 - 2009

Quando o assunto é comunicação, é mais que normal, pela abrangência do tema, surgirem abordagens dos mais diversos tipos – sejam técnicas, gramaticais, filosóficas e tantas outras naturais à diversidade das ciências sociais.

Entretanto, podemos aprofundar-nos na questão da publicidade e/ou propaganda, o assunto ganha contorno interessante e chega até a ser polémico. Afinal, como algo tão presente no nosso cotidiano e que move uma indústria milionária pode até hoje encontrar, mesmo dentro dos quadros académicos e profissionais, opiniões distintas que confundem até quem há anos pratica ou lecciona este oficio? Que se dirá então da confusão na cabeça dos leigos.

Mas afinal, existem diferenças entre os termos? Serão eles sinónimos? Duas alças de uma panela? Será um deles mais adequado enquanto definição do objecto a que se destinam? Vamos analisar conceptualmente.

Publicidade – Técnica de comunicação de massas, destinada a um público específico e que é especialmente paga e utilizada com o objectivo de dar a conhecer e valorizar uma Marca (Produto, Serviço ou Instituição), contribuindo para a sua experimentação, consumo, adesão, fidelização, utilização ou apoio.

Propaganda – Técnica destinada à comunicação de valores e ideologias, com o objectivo de captar adesão, desenvolver atitudes e fomentar comportamentos. Quando penso em propaganda, vem-me logo a cabeça, O Nazismo, o comunismo e até mesmo o capitalismo. Particularmente, penso que que as técnicas de propaganda capitalista foram bem mais eficazes que todas as outras citadas à cima, com a excessão da usada pela igreja nos seus primórdios, é claro. A propaganda usa de diversos mecanismos de persuasão, podendo até fazer uso da publicidade como ferramenta.

Quais as semelhanças entre Publicidade e Propaganda?

  • Ambas respondem ao desejo de saber e compreender – A Publicidade fornece argumentos, a Propaganda fornece interpretação de acontecimentos;
  • Ambas respondem à necessidade de afirmação pessoal – A Publicidade motiva a compra/utilização e posse através da aquisição. A Propaganda fomenta a adesão a valores e ideologias;
  • Ambas respondem à necessidade de participação e integração num grupo; A Publicidade baseia-se na troca, leva à imitação e identificação pela posse. A Propaganda cria laços de pertença a uma comunidade ideológica.

Quais as diferenças entre Publicidade e Propaganda?

  • A Publicidade visa a experimentação, compra e utilização. A Propaganda procura impor uma explicação global de uma situação;
  • A Publicidade apoia a massificação (função estereotipadora). A Propaganda influencia os valores e atitudes fundamentais fornecendo interpretações;
  • A Publicidade não ataca os oponentes. A Propaganda ataca directamente os oponentes (Ex. Políticos em debate);
  • A Publicidade utiliza motivações mais primárias (carácter hedonista, procura de prazer, juventude, beleza, …). A Propaganda utiliza motivações mais absorventes do ego (liberdade, justiça e os seus valores);
  • A Publicidade procura satisfazer desejos mais egocêntricos. A Propaganda faz do indivíduo um militante de valores universais.

Actualmente o termo Propaganda nos parece mais abrangente e próximo da função comunicacional patrocinada destes termos, pois em um universo standartizado de produtos, bens e serviços, o que vale e diferencia é justamente o aspecto criativo, conceptual que a força e a natureza persuasiva da propaganda traz.

Resta então à Publicidade a divulgação, acto de tornar pública alguma coisa, notícia ou facto; informação pública sobre ideias e factos de interesse de empresas, governos ou outras instituições, sem que necessariamente se identifique um patrocinador.

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Em Portugal, Motor de Busca = Google

Publicado por Wendell Fernandes Em Junho - 13 - 2009

O mais recente relatório da comScore “o estado da Internet” apresenta este interessante gráfico sobre a presença do Google em diferentes mercados geográficos:

Portugal em primeiro na Europa e no mercado global: o Google detém, 94% do mercado de busca nacional. A fazer fé neste relatório, qual será a verdadeira percentagem das buscas servidas pelo algoritmo do Google tendo em atenção que boa parte das busca nos portais nacionais (SapoAEIOUClix) são sindicadas ao Google? Perto dos 100%?

Seria interessante analisar a informação e metodologia do relatório se este não custasse 5000$. A metodologia da ComScore já várias vezes foi questionada e também por cá a amostragem por painéis da marktest apresentou resultados muito pouco satisfatórios.

Por outro lado, recordo-me de um estudo recente que dava uma quota de mercado de 17% para o yahoo em Espanha (sem link mas creio que a informação tenha menos de 6 meses), o que reforça as minhas dúvidas.

Seja como for, não restam muitas dúvidas de que o Google é “o” motor de busca em Portugal.

(via Ramblings…)


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Lucrando com a Morte

Publicado por Wendell Fernandes Em Junho - 13 - 2009

Já pensou em ganhar dinheiro com a morte das pessoas?

Não, não é a indústria do crime faturando com os homícidos… são seis idéias de negócios, na Europa e nos Estados Unidos, que prestam serviços para aqueles que já morreram!

- O LifeGem faz diamantes com as cinzas do falecido;

- O Afterlife.org armazena o conteúdo de websites cujos autores morreram;

- O TheLate.com é um site de anúncios fúnebres permanente na web

- O Eternal Reefs vende obituários para que as cinzas sejam jogadas no mar, numa urna que se preoucupa a sustentabilidade do meio ambiente;

- A Space Services Inc lança capsulas com as cinzas do morto no espaço

- A Genetic Savings & Clone clona animais de estimação mortos

São empresas com negócios curiosos, que transformaram a morte em fonte de receita!

via Blog da Inovação

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CP&B Vendem Estagiários no eBay

Publicado por Wendell Fernandes Em Junho - 8 - 2009

Em mais uma iniciativa inovadora, a Crispin Porter & Bogusky está, literalmente, leiloando seus estagiários. Qualquer empresa pode dar seu lance na página da agência no eBay. Quem pagar mais, receberá uma “apresentação criativa” desenvolvida pelos estagiários da agência, que ficarão 3 meses imersos na empresa desenvolvendo estratégias, recomendações de posicionamento e conceitos. Quem arrematar, no entanto, não levará a produção dos serviços nem qualquer tipo de material finalizado.

Os estagiários estão felizes. Eles, que ganham apenas um salário mínimo, serão remunerados com o valor arrecadado no leilão.

A ação exclui marcas que conflitam com os clientes atuais da CP+B ou que trabalham com produtos não aprovados pela empresa (como cigarros, por exemplo). Com isso, ficam de fora grandes empresas como Pizza Hut (a agência atende o Domino’s) e a Philip Morris.

via CHMKT

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Marketing Para Todos os Cheiros

Publicado por Wendell Fernandes Em Maio - 23 - 2009

Já se vão os tempos em que a comunicação das empresas assentava-se apenas em estímulos visuais e auditivos. Uma série de estudos, como os desenvolvidos pela equipe de Martin Lindstrom e publicados no livro Buyology , estão a dar legitimidade aos outros sentidos como olfato para atrair clientes.

Da a indústria automobilística à hotelaria, o marketing olfativo ganha rapidamente adeptos – do hotel Mirage MGM, em Las Vegas, à Peugeot-Citroen, na França. Segundo a ScentAir, empresa especializada na produção de identidades olfativas para empresas, o capital que girava neste sector estava na casa dos US$ 80 milhões em 2006 deverá ultrapassar os US$ 500 milhões até o ano que vem, nos Estados Unidos. O caso se repete na Europa. “Há uma mudança de tendência importante no processo de escolha do consumidor”, diz Roberto del Blanco, professor de marketing do Instituto de Empresa (IE), na Espanha.

Mas os estudos sobre as potencialidades do olfato não são recentes, desde o fim dos anos 90 os aromas vem sendo estudados como potências instrumentos de marketing. Um estudo da Universidade Rockefeller, em Nova York, descobriu que o ser humano é capaz de se lembrar de 35% dos odores que sente. Já essa percentagem cai para 5%, quando se trata de nossa memória visual, e para 2%, no que diz respeito à memória auditiva.

Depois de comprovadas as suspeitas, ficou apenas um questão: o aroma faz vender mais? Então mais um grupo de estudiosos entrou em campo para encontrar a resposta. O doutor Alan Hirsch aromatizou uma área de caça-níqueis do hotel Hilton de Las Vegas. Depois de checar a facturação anterior e posterior à aromatização, concluiu que a área aromatizada teve um crescimento de público de 45% em relação às áreas que não haviam sido aromatizadas.

No centro de pesquisa da PSA Peugeot-Citroen, designers olfativos, projectistas e profissionais de marketing tentam descobrir novas maneiras de tornar os carros mais atractivos aos clientes. “O objectivo é tornar os factores sensoriais tão importantes quanto os ergonómicos”, afirma Patrícia Jonville, directora do centro. Na rival Renault, a unidade de marketing sensorial está empenhada na criação de um verdadeiro “campo de odores” a serviço do marketing de veículos. Uma bateria de 45 compostos químicos está a ser utilizada para a criação de novos padrões do “cheirinho de carro novo”. Hoje já há seis variantes do tradicional (mas sempre agradável) aroma do automóvel zero-quilómetros, como o “marítimo” e um aroma que remete às florestas de carvalho existentes no coração da Europa.


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